História

HISTÓRICO DA ESCOLA ADVENTISTA DE JARU

(Por Viviane Monteiro e Paula Albino)

29/07/2018

Em 2001, chega à cidade um pastor chamado Marcos Mudri. Ele percebeu, então, que a cidade possuía potencial para abrigar uma escola adventista, uma vez que o tamanho e a população pediam essa realização.

Eles tinham uma casa na Rua Tiradentes e decidiram começar ali mesmo com o Pré (falava-se na época Jardim I e II) e o 1º ano. Quando iniciaram, não havia a liberação da SEDUC, então abriram a escola por conta própria, com 20 a 22 alunos, aproximadamente.

No mesmo ano, em 2001, iniciou-se a campanha para a construção da Escola Adventista de Jaru. Um irmão da igreja chamado Daniel levou o projeto de abertura da Escola para a Câmara dos Vereadores e o mesmo foi aprovado, pois onde é a Escola hoje, era um terreno que não havia nada construído em cima. Houve problemas em relação à Escola vizinha à nossa, pois não gostaram nada da ideia de ter uma “concorrente” bem ao lado. Mesmo com tal resistência, o local foi conseguido.

A primeira campanha foi feita por meio de venda de pizzas. Foram encomendadas 300 massas de pizzas, para começar. Não foi suficiente! Todas foram vendidas muito rápido e quando foram entregar as pizzas encomendadas, as pessoas queriam mais e mais, o que por um lado era bom, mas algumas pessoas ficaram sem ter sido atendidas por falta de massa!

Após essa campanha, outra surgiu: foram feitos vários bonés com a logo da Educação Adventista e foram todos vendidos também – lembrando que o dinheiro arrecadado era para o início da construção da escola no terreno conseguido. Irmãos da igreja que moravam na cidade e na linha (local mais retirado) colaboraram em peso para a construção da Escola através de recolta e mão de obra. No início, a Escola se chamava “Nosso Amiguinho”, mas logo em seguida o nome foi mudado para Escola Adventista de Jaru.

A inauguração da escola ocorreu no dia 24 de junho de 2002 com a presença do governador, prefeito, vereadores, deputado federal e estadual. Foi uma grande festa! Pintada com cor azul, sua estrutura simples, com azulejos somente nas salas, fazia com que todos sentissem um carinho especial pela EAJ.

Quando a escola passou para o prédio que existe hoje (essa mudança ocorreu em 2002, na mesma datada inauguração), a construção que estava pronta era somente uma ala (onde hoje funciona a parte administrativa). Estava distribuída desta forma: pela manhã era oferecido apenas Educação Infantil (Pré 1, Pré 2, Pré 3 – o Pré 3 também era chamado de “Alfabetização”) e pela tarde funcionava 2ª, 3ª e 4ª séries, de acordo com a antiga nomenclatura dada a este segmento de ensino.

Nesse início, então, funcionavam 3 salas pela manhã e 3 salas à tarde, pois o prédio estava composto por 3 salas de aula, 1 secretaria e 1 sala de direção escolar. Era também na parte administrativa que funcionava a cantina para a preparação dos lanches das crianças diariamente. Após a preparação, os lanches eram vendidos aos alunos (curiosidade: o lanche mais comum e que fazia as crianças vibrarem era cachorro-quente).

Após essa fase, a escola sofreu muito financeiramente; professores chegaram a ficar até 4 meses sem receber salário, no entanto, isso nunca tirou a motivação e a felicidade em fazer parte deste sonho de Deus! Havia finais de semana em que a equipe de professoras passava o final de semana todo ajeitando a escola; em julho e dezembro todas se envolviam na pintura de muros e paredes, não importando se estavam de férias. Nessa época, a Professora Joselaine era a responsável pela escola (2002).

Em 2003 a Professora Sueli entrou e o crescimento da escola foi acentuado. Houve grande aceitação por parte dos pais e da comunidade escolar em relação à nova gestão. A escola era vista na cidade como a única instituição que aceitava alunos “problemáticos” e a “fama” era de que na EAJ os alunos saíam diferentes; a influência da escola era de tal forma que o comportamento dos alunos mudava visivelmente, como que da “água pro vinho”. Sabemos hoje que essas mudanças só ocorriam mediante o poder do Espírito Santo capacitando as professoras diante de cada desafio.

Em 2004 entrou a Professora Elázia. Nessa fase a departamental era a Professora Euzimar (atual diretora do CAPV). A escola foi crescendo gradativamente o número de alunos. Uma curiosidade: as formaturas do Pré eram simples e contavam com a ajuda de todos da escola. Não era cobrado dos pais, uma vez que os custos não cabiam no orçamento das famílias. Mesmo assim, o evento acontecia, ano após ano, e com a qualidade e o carinho que nossos alunos mereciam (e merecem).

Em 2006 a Professora Jana – que já era funcionária da escola desde 2001 – assumiu a direção e também foi super bem aceita por todos. Houve grande crescimento nessa fase. Ela ficou até 2012, quando precisou sair em virtude de aprovação num concurso na cidade.

Os eventos que existiam na cidade na época contavam sempre com a participação do Coral da escola – o que demonstra grande reconhecimento e notabilidade da instituição em Jaru. O Pr. Carlos Pacheco era o departamental de educação nessa fase na AAmO – Associação Amazônia Ocidental.

É importante ressaltar que em 2009 iniciou-se o projeto para construção da outra ala da escola, com salas adaptadas para a Educação Infantil (banheiro na altura dos pequenos dentro da sala).

Em 2012 a Professora Anamim assumiu a direção da EAJ. Sua contribuição foi importante. Ela permaneceu por 2 anos.

Em 2014 a Professora Ana Lúcia assumiu; na sequência, a Professora Cristiane; em 2018, no primeiro semestre, assumiu o primeiro diretor (homem) – Professor Saulo Albino e sua esposa, Professora Paula Albino, que assumiu a coordenação pedagógica e orientação educacional. Atualmente, no momento da escrita deste histórico, o Professor Edson e sua esposa, Esther, estão na direção e coordenação da escola.

Nos últimos 3 anos os pais começaram a cobrar mais estrutura para a escola: quadra adequada para a realização das aulas de Educação Física, por exemplo, foi uma das exigências. Até então, nossos alunos faziam a aula numa quadra da Escola Plácido – escola vizinha à nossa.

No entanto, a estrutura da quadra não era a melhor. O que sempre chamou a atenção é que, mesmo a Escola Adventista de Jaru não tendo uma estrutura perfeita em todos os sentidos para atender o número de alunos que possuía, os pais continuavam matriculando, uma vez que em seus discursos procuravam uma “escola cristã”, uma “escola referência” na cidade, uma escola onde os filhos iriam “crescer aprendendo algo sobre a bíblia”.